Mais de 450 mil trabalhadores já acessaram R$ 2,8 bilhões pelo Crédito do Trabalhador

Até as 17h desta segunda-feira (1º/4), mais de R$ 2,8 bilhões já foram liberados em empréstimos consignados por meio do programa Crédito do Trabalhador. Ao todo, 452.445 trabalhadores foram beneficiados, com 453.494 contratos assinados.
Cada empréstimo teve, em média, parcelas de R$ 349,20 e prazo de pagamento de 18 meses. O valor médio liberado para cada pessoa foi de R$ 6.240,57. As informações são da Dataprev e foram repassadas ao Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).
Empréstimos por Faixa Salarial pelo Crédito do Trabalhador
Faixa Salarial | Valor Liberado (R$ milhões) | Número de Beneficiários |
---|---|---|
Até 2 salários mínimos | 402.9 | 104747 |
De 2 a 4 salários mínimos | 656.9 | 117840 |
De 4 a 8 salários mínimos | 472.9 | 72678 |
Acima de 8 salários mínimos | 801.1 | 76361 |
O Governo Federal orienta os trabalhadores a ficarem atentos antes de contratar um empréstimo. A recomendação é que comparem as taxas de juros entre os bancos, evitem agir por impulso e usem o crédito com responsabilidade — de preferência, para pagar dívidas.
Algumas instituições, como a Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil, já estão oferecendo essa linha de crédito com juros mais baixos, facilitando o acesso ao empréstimo de forma mais vantajosa.
O programa Crédito do Trabalhador começou a valer na sexta-feira (21/3), como previsto na Medida Provisória nº 1.292. A iniciativa permite que até 47 milhões de trabalhadores com carteira assinada tenham acesso ao empréstimo consignado.
Entre os beneficiados estão empregados domésticos, trabalhadores rurais e funcionários de microempreendedores individuais (MEIs). Para participar, é necessário que o trabalhador não tenha outro consignado ativo ligado ao mesmo emprego.
A nova modalidade de crédito está disponível exclusivamente pela Carteira de Trabalho Digital para todos os trabalhadores com registro formal. A partir de 25 de abril, ela também poderá ser contratada diretamente nas plataformas digitais dos bancos e instituições financeiras.
Quem já tem um empréstimo com desconto em folha poderá migrar para o novo modelo a partir da mesma data. O desconto continuará sendo feito diretamente na folha de pagamento, respeitando o limite de 35% do salário. Isso pode impactar valores como contribuição para a Previdência, Imposto de Renda ou rendimentos variáveis, como horas extras.
Outra vantagem é a possibilidade de escolher garantias para o pagamento da dívida. O trabalhador poderá usar até 10% do saldo do FGTS ou até 100% da multa rescisória para quitar o empréstimo, caso seja demitido.
Agradecemos por acompanhar mais uma informação importante no Informe AI. Nosso objetivo é manter você sempre bem informado, de forma simples e clara.