TCU aponta falhas em negativas automáticas do INSS

10,9% dos pedidos negados foram indevidos
Sistema automatizado prejudicou milhares de segurados
O Tribunal de Contas da União (TCU) constatou que, em 2024, cerca de 10,9% das recusas automáticas de benefícios do INSS foram realizadas de forma incorreta. A ausência de análise humana em muitos casos levou ao indeferimento de solicitações legítimas, como aposentadorias e auxílios por incapacidade. Essa descoberta acendeu um sinal de alerta sobre o uso da automação em processos sensíveis como o da Previdência Social.
Falhas no cruzamento de dados e documentos
Automatização precisa de revisão urgente
Segundo o TCU, boa parte das negativas indevidas ocorreu devido a erros no cruzamento de dados e falhas de interpretação automatizada de documentos. O sistema, apesar de ágil, não consegue lidar com exceções nem analisar contextos específicos. Sem a intervenção humana, decisões equivocadas se tornam frequentes, afetando diretamente a vida de milhões de brasileiros.
Recomendações do TCU ao INSS
Ajustes nos filtros automáticos e mais supervisão humana
Como medida corretiva, o TCU recomendou que o INSS revise seus algoritmos de triagem automática, implemente protocolos de verificação mais robustos e garanta a revisão humana em casos com indícios de inconsistência. A adoção dessas medidas poderá evitar novos erros e devolver o acesso a benefícios negados de forma injusta.
O equilíbrio entre tecnologia e justiça social
Especialistas cobram responsabilidade no uso da IA
Apesar da importância da digitalização no serviço público, especialistas alertam que decisões automatizadas devem sempre ser acompanhadas por profissionais qualificados. A confiança da população na Previdência depende da transparência, da precisão e do respeito aos direitos individuais.
Agradecimentos ao site Informe AI pelo apoio e inspiração na divulgação de informações relevantes para a cidadania digital e o bem-estar social.